sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Educação Infantil e Psicologia: para que Brincar?

Oi pessoal, encontrei um artigo muito interessante no Google acadêmico que fala sobre a importância do brincar, vocês precisam ler! O artigo é Educação Infantil e psicologia: Para que brincar? Ele foi escrito por Eulina da Rocha Lordelo e Ana Maria Almeida Carvalho, publicado na revista psicologia, ciência e profissão no ano de 2003.  Como vocês podem ver pelo título, o tema em questão é investigar  a importância do brincar para as crianças de 0 a 6 anos nos âmbitos da educação e da psicologia.
. Para pesquisar sobre o assunto, as autoras fundamentaram-se na Lei de Diretrizes e bases da Educação, que reconhece a criança de 0 a 6 anos e o dever do Estado em prover educação para essas crianças, discute-se o lugar da brincadeira na educação infantil a partir da nova LDB e consiste em questionar  a visão da brincadeira como meio através do qual a criança vai atingir apenas objetivos escolares propondo uma orientação para a educação infantil que privilegie o brincar. Partindo da importância de enxergar a s crianças na faixa etária de 0 a 6 anos no âmbito da educação e não mais no da assistência social.
Elas trazem também a análise de Thoman (1979), que refere-se à ausência de uma concepção de desenvolvimento como um todo, em que as diversas competências são integradas. Em que a escolarização da educação infantil toma o desenvolvimento cognitivo como alvo privilegiado e praticamente ignora sua relação com os demais aspectos. Refletem ainda, sobre as concepções vygotskyanas, de que os processos cognitivos são construídos num meio histórico-cultural e mediados pelos agentes sociais que interagem com os indivíduos, que o desenvolvimento da criança difere essencialmente segundo ela freqüente ou não a escola, e, finalmente, que influenciar a educação atual diz respeito ao papel decisivo da “zona de desenvolvimento proximal”,o lugar privilegiado de ação do educador.
Lordelo e Carvalho utilizaram como instrumentos de pesquisa observações, realizadas em algumas creches prioritariamente nos estados de Salvador e São Paulo, onde perceberam fortemente as questões das rotinas, estrutura física e mobiliário revelando a ênfase dada no desenvolvimento das habilidades intelectuais. Elas narram uma situação em que presenciaram uma “estimuladora” conduzindo bebês de 1 ano do berçário a manusearem pincéis “adequadamente”.
 Utilizaram ainda análise documental do documento oficial que norteia a Educação Infantil no Brasil, o RCNEI ( referencial curricular nacional da educação infantil ) e perceberam o  enquadre utilitarista da brincadeira na educação infantil, verificando limitações e/ou distorções dessa concepção, entre as quais a ausência de reconhecimento do caráter auto-motivado do brincar e a crença na necessidade de orientar as brincadeiras para fins pedagógicos.
As autoras ressaltam o brincar, movimentar-se, interagir com parceiros como ações intrinsecamente motivadas no ser humano, e a criança  sendo concebida como um ser ativo e auto-determinado, o que implica em reconhecer sua competência e seu direito a condições propiciadoras de seus comportamento intrinsecamente motivados mas nunca sua obrigação de desempenhar esses comportamentos,o que seria incoerente com a própria noção da brincadeira.  A ausência de pressão expectativas de desempenho, recompensas por desempenho, ou outros critérios externos capazes de inibir o comportamento da criança no ato do brincar é imprescindível para que o aproveitamento global destes momentos.
Lordelo e Carvalho concluem fazendo uma reflexão sobre as deficiências de nossos modelos atuais de escola e sobre o prazer  e a obrigação dos alunos em relação a esta escola.
Quanto da motivação característicamente humana pela busca do conhecimento sobrevive às nossas escolas - das piores às melhores? Quanto dessa motivação sobrevive até em nós, professores, sob as pressões de produção e avaliação? Será que vamos cometer a proeza de conseguir que um dia as crianças também brinquem só porque, como,onde e quando se espera que elas brinquem? (Lordelo e Carvalho, 2003 p.20).


Que possamos refletir com as autoras e buscar à inserção do brincar na Educação Infantil como currículo obrigatório e como atividade da qual se esperam resultados mensuráveis em termos de desenvolvimento global do ser humano.
Algumas referências utilizadas pelas autoras

·         BRASIL. MEC/SEF. Referencial curricular para a educação infantil. Brasília:MEC/SEF, 1998.
·         LORDELO, E. R.; CARVALHO, A. M. A. Comportamento de cuidado entre crianças: uma revisão. Psicologia: teoria e pesquisa, n. 5, p. 1-19,1989
·         THOMAN, E. Changing views of the being and becoming of infant. In: _____. (Org.). Origins of the infant’s social responsiveness. New York: Wliley, 1979. p. 445-459.
·         VAN DER VEER, R.; VALSINER, J. Vygotsky: uma síntese. São Paulo: Unimarco, 1995.

domingo, 30 de outubro de 2011

Família é tudo de bom!!!

RESUMO: RELAÇÕES SOCIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL: PERCURSOS, CONCEITOS E


RELAÇÕES SOCIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL: PERCURSOS, CONCEITOS E
RELAÇÕES DE ADULTOS E CRIANÇAS
Altino José
Lourival José
Agência Financiadora: CNPq
Este texto é fruto de reflexões e análises sistemáticas a partir de pesquisa realizada
dentro da agenda de trabalhos/2008. O objetivo é analisar a dinâmica dos processos de
socialização, evidenciando suas relações com o significado de projeto educacional, nos
mais diferentes aspectos concernentes aos processos de formação humana, intelectual e
cultural no que diz respeito à educação e ao cuidado da pequena infância. As questões
privilegiadas no estudo se relacionam à constituição de uma cosmovisão abrangente de
projeto e prática educacional focando o pensar e agir pedagógicos nos relacionamentos
e na participação recíprocos entre adultos e crianças. Para tanto, elaboramos duas
categorias, a primeira denominada de “socialização adultocêntrica”, na qual destacamos
aspectos que incidem sobre os processos de socialização, a segunda traz alguns
enunciados da socialização a partir das ações das crianças. Pelas categorias pôde-se
perceber uma diferenciação acirrada entre as duas lógicas socializadoras, cada qual
marcando uma presença ativa com características distintas.
Palavras-chave: educação infantil; socialização; culturas infantis; educação em creches.vvvvvv
Martins Filho – UFRGSMartins Filho – UDESC

Educação Infantil pra qê te quero?

http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/

http://tiafabiolaecia.blogspot.com/